DESIGUALDADES SETORIAIS DOS RENDIMENTOS DO TRABALHO E CONJUNTURA ECONÔMICA: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O NORDESTE E O CENTRO-SUL BRASILEIRO DE 2002 A 2018

Patrick Leite Santos, Carlos César Santejo Saiani

Resumo


O objetivo deste estudo foi averiguar como a conjuntura econômica afeta a dinâmica das desigualdades regionais e setoriais dos rendimentos do trabalho no Brasil. Para isso, foram comparados dois períodos distintos: um que representa uma conjuntura econômica favorável, acompanhada por melhoras da distribuição de renda em geral (2002 a 2014); e outro marcado por uma das piores crises econômicas brasileiras (2014 a 2018). A agropecuária e o Nordeste foram os parâmetros de análise, sendo a agropecuária comparada aos demais grandes setores econômicos e o Nordeste à região Centro-Sul (Sudeste, Sul e Centro-Oeste). Com dados das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (PNADs) de 2002, 2014 e 2018, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram realizadas análises descritivas e estimações por Mínimos Quadrados Ponderados e Regressões Quantílicas e Interquantílicas. As principais evidências obtidas foram: i) existência de desigualdades regionais e setoriais dos rendimentos do trabalho, desfavoráveis à agropecuária e ao Nordeste; ii) estas desigualdades são impactadas pela conjuntura econômica (efeitos heterogêneos); e iii) a Teoria da Segmentação do Mercado de Trabalho é relevante para explicar os diferenciais setoriais e regionais dos rendimentos do trabalho, principalmente entre os trabalhadores ocupados com menores remunerações.

Palavras-chave


Desigualdade; Rendimentos do Trabalho; Nordeste; Setores Econômicos; Regressão Quantílica.

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