AGRICULTURA FAMILIAR NO CEARÁ: EVIDÊNCIAS A PARTIR DO CENSO AGROPECUÁRIO DE 2017

José de Jesus Sousa Lemos, Filomena Nádia Rodrigues Bezerra, João da Costa Filho, Natália de Oliveira Gurjão

Resumo


A pesquisa objetiva avaliar os perfis das produções agropecuárias nas unidades agrícolas familiares (UAF) e patronais (UAP) do Ceará, a partir do Censo Agropecuário de 2017, bem como das regiões criadas pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) para o Estado. Supõe-se que as heterogeneidades detectadas nas produções das regiões decorram das diferenças climáticas. Para testar essa hipótese, criaram-se os índices de produtividade para as UAF e UAP, para aferir as sinergias entre pluviometria e produtividades. No geral, os resultados reforçaram a importância das atividades agrícolas nas UAP e nas UAF como empregadoras de trabalhadores nas áreas rurais do Estado, o que contribui para reduzir problemas decorrentes de emigração desordenada. Neste aspecto, as UAF mostraram possuir maior capacidade de absorção dessa força de trabalho, sobretudo na região com maior dificuldade climática do Estado, que é a Central e Inhamuns. Das evidências também se depreende que, regra geral, o desempenho das UAF é melhor na produção vegetal e o das UAP, na produção pecuária. O índice de produtividade criado no estudo que reúne de forma ponderada, as pluviometrias e as produtividades vegetal e pecuária, confirmou a hipótese do trabalho de que clima é fator indutor da produção agrícola no semiárido.

Palavras-chave


Semiárido. Diferenças Climáticas. Tecnologias Agrícolas. Agricultura de sequeiro. Políticas públicas.

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