Desigualdade de gênero na duração do desemprego e seus efeitos sobre os salários aceitos no Brasil

Paulo Felipe Alencar de Oliveira, José Raimundo de Araújo Carvalho Júnior

Resumo


Verifica a existência de desigualdade de gênero na duração do desemprego e os seus possíveis efeitos sobre o salário aceito pelo trabalhador no momento de saída do estado de desemprego. Utiliza os microdados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do ano de 2006, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise da duração do desemprego é realizada com base no modelo de risco proporcional, assumindo-se uma distribuição Weibull e controlando-se a heterogeneidade não observada, assumindo-se uma distribuição do tipo Gamma. A equação de salários aceitos é estimada a partir do método de mínimos quadrados em dois estágios, devido à possível simultaneidade entre as variáveis de salário e de duração do desemprego. Os resultados mostram que existe uma diferença de gênero significativa no risco de saída do estado de desemprego. Um resultado importante é o fato de o número de crianças no domicílio afetar o risco de forma oposta para homens e mulheres. Essa assimetria reflete condições econômicas, sociais e culturais. Em relação à dependência da duração, encontra-se um efeito negativo da duração do desemprego sobre o salário aceito pelo trabalhador. Estes resultados geram uma nova perspectiva de estudo da diferenciação de gênero no mercado de trabalho brasileiro.


Palavras-chave


Gênero. Desemprego. Salários. Brasil.

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