O intercâmbio comercial Nordeste-Mercosul: a questão das vantagens comparativas

Álvaro Barrantes Hidalgo, Paulo Ricardo Feistel

Resumo


Este trabalho analisa a evolução do padrão de especialização da região Nordeste, durante o período 1990/2004, a fim de verificar se o comércio internacional, em particular o comércio com o Mercosul, está permitindo ou não o aproveitamento das vantagens comparativas da região. Para analisar a composição de fatores, no comércio exterior da região, utiliza a técnica do insumo-produto. Com base na renda gerada em cada setor produtivo e os requisitos de recursos naturais, calcula os requisitos diretos e indiretos de insumo em cada setor. Classifica os produtos segundo as intensidades de fatores, com base no método dos Triângulos de Dotações desenvolvido por Leamer (1987) e adaptado por Londero e Teitel (1992). Conclui que, para o resto do mundo, a região apresenta acentuado crescimento de exportações intensivas em capital e pouca participação de produtos intensivos em trabalho, contrariando a sua vantagem natural. Com o Mercosul, o comércio se mostra ainda mais paradoxal, pois, para este bloco, a região mostra uma participação maior (menor) de bens intensivos em capital (trabalho) nas exportações do que nas importações. Parece, portanto, existir uma importação líquida indireta de mão-deobra do Mercosul.

Palavras-chave


Intercâmbio comercial; Nordeste; Mercosul; Vantagem comparativa.

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