Indicadores educacionais e de renda e sua relação com pobreza e indigência no semiárido brasileiro

Marta Maria Aguiar Sisnando Silva, Patrícia Verônica Pinheiro Sales Lima

Resumo


A pobreza e a desigualdade têm raízes muito profundas com efeitos em cascata formando um círculo vicioso, onde o déficit educacional repercute significativamente no acesso ao mercado de trabalho, consciência crítica, oportunidades e liberdade de escolha das pessoas. Esse artigo objetiva provocar reflexão acerca da relevância da educação formal no processo de redução dos níveis de indigência, pobreza e desigualdade de renda das pessoas no Semiárido. Para tanto foi utilizada Análise Fatorial, técnica multivariada, que permite avaliar simultaneamente diversas variáveis e estimar os fatores comuns que são subjacentes às variáveis originais e não diretamente observáveis, que possam explicar suas correlações. Utilizaram-se dados secundários extraídos do Atlas do Desenvolvimento Humano 2013 (PNUD). Obteve-se a matriz de correlações entre as variáveis, que corroborou a hipótese de que o analfabetismo, baixos níveis de escolaridade e os pífios resultados alcançados no desenvolvimento da educação estão associados aos indicadores de pobreza e indigência no semiárido brasileiro, concluindo-se que para se avançar na trajetória de superação da indigência e pobreza, é imprescindível a adoção de políticas de melhoria do sistema educacional.

Palavras-chave


Educação; Desigualdade; Pobreza; Semiárido.

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