Redes urbanas regionais e a pluriatividade das famílias rurais no Nordeste e no Sul do Brasil, 1992-1999 e 2001-2005

Carlos Alves do Nascimento, Soraia Aparecida Cardozo

Resumo


Este artigo mostra que, no Brasil, o número de famílias rurais pluriativas tende a crescer em regiões pobres (caso do Nordeste), ao contrário do que ocorre em regiões que passaram por processos de modernização tecnológica na agricultura e de industrialização difusa, configurando uma rede urbana regional mais dinâmica (caso da região Sul). Por esta razão, ao contrário do que se poderia pensar, o crescimento da pluriatividade em áreas rurais de uma determinada região acha-se associado muito mais à presença de áreas rurais pobres do que à existência de áreas rurais com melhores oportunidades de ocupação não-agrícola. Neste trabalho, as famílias são classificadas conforme a situação de seus membros quanto à ocupação – empregador, contra-própria, assalariado e não ocupado – e, também, pelo seu ramo de atividade: agrícola, não-agrícola ou pluriativo. No Nordeste, a pluriatividade entre as famílias rurais conta-próprias pobres não consegue reverter a combinação ‘proletarização com empobrecimento’ em ‘proletarização com superação do empobrecimento’. No Sul, as famílias rurais conta-próprias agrícolas e pluriativas estão se proletarizando completamente, convertendo-se, ano a ano, em famílias assalariadas agrícolas ou assalariadas não-agrícolas.

Palavras-chave


Pluriatividade; Agricultura familiar; Redes urbanas regionais; empobrecimento rural; proletarização.

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