MERCADO DE TRABALHO FORMAL NO NORDESTE: UMA ANÁLISE DO PERÍODO 2004-2017

Cassiano José Bezerra Marques Trovão, Juliana Bacelar de Araújo

Resumo


O artigo procura apresentar a evolução do emprego formal e dos salários no Nordeste brasileiro, no período de 2004 a 2017. No que tange ao aspecto metodológico, a análise dos estoques parte do registro total de trabalhadores com vínculo ativo em 31 de dezembro de cada ano, de acordo com os dados da RAIS; para a avaliação dos fluxos optou-se por apresentar os dados no formato de fluxos acumulados, a partir dos dados do CAGED. O expressivo desempenho da economia nordestina entre 2004 e 2014 refletiu-se no mercado de trabalho por meio da elevação do nível de emprego, queda do nível de desemprego e aumento da formalização dos contratos de trabalho, que aparecem explicitamente na evolução positiva dos postos de trabalho com carteira assinada apresentados por setor e por unidades da federação na região. A crise pela qual o Brasil e o Nordeste têm passado reforçou as condições de um mercado de trabalho que, a despeito de seu movimento favorável aos trabalhadores até 2014, não se alterou de forma estrutural. Se não houver uma retomada dos componentes de demanda agregada, pode-se assistir a uma continuidade da deterioração das condições socioeconômicas, especialmente, no que tange ao mercado de trabalho.

Palavras-chave


Emprego formal; Crescimento econômico; Crise; Demanda agregada; Nordeste – Brasil

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