Análise multidimensional da pobreza no Nordeste brasileiro

Márcio Antônio Salvato, Jonathan de Souza Matias, Matheus de Vasconcellos Barroso

Resumo


Este artigo tem como objetivo analisar a pobreza sob a ótica multidimensional usando dimensões que vão além da renda. A análise feita para os estados da região nordeste do Brasil comprova a natureza multidimensional dos que são considerados pobres. Existem vários autores que criticam apenas a renda como dimensão de pobreza, tais como Foster, Greer e Thorbecke (2010), Tsui (2002), Bourguignon e Chakravarty (2003), dentre outros. Para uma análise comparativa, é feito o estudo da pobreza sob a ótica da Dominância estocástica unidimensional e multidimensional. No caso multidimensional, dois índices são estimados, o índice de bens e de saúde. Para estimação do primeiro usa-se a Análise de Correspondência Múltipla (ACM) conforme proposto por Asselin (2002) a partir da qual são definidos os pesos da combinação linear ótima dos bens selecionados. Já o segundo índice utiliza-se uma normalização do índice de altura-por-idade, construído a partir de valores de referência da Organização das Nações Unidas (ONU). Os principais resultados mostram que alguns estados dominam outros estados da região Nordeste, estatisticamente, implicando em maior pobreza de acesso a serviços de saúde, água e saneamento e certos bens definidos a priori.

Palavras-chave


Pobreza multidimensional; Análise de correspondência múltipla; Dominância estocástica unidimensional; Dominância estocástica multidimensional.

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