O intercâmbio comercial Nordeste do Brasil-Venezuela: desempenho e perspectivas

Paulo Ricardo Feistel, Álvaro Barrantes Hidalgo, Dieison Lenon Casagrande

Resumo


Este artigo analisa o comércio entre a região Nordeste do Brasil e a Venezuela no que se refere ao seu desempenho e perspectivas, no período de 1989 a 2011. Para caracterizar o comércio e identificar as mudanças ocorridas foram calculados diversos indicadores, vantagens comparativas reveladas, índices de concentração de comércio, indicadores de diversificação de exportações e o índice de comércio intrasetor. Houve baixa participação do Nordeste no total exportado pelo Brasil para a Venezuela e as exportações nordestinas mostraram tendência declinante a partir de 2001, enquanto as importações se mantiveram em patamar superior, resultando em déficit comercial nordestino com a Venezuela em boa parte do período. As exportações regionais para a Venezuela são constituídas de bens produzidos sob média-baixa condições de intensidade tecnológica. Os grupos de produtos com maior potencial de exportação são Plásticos e Borracha, Calçados e Couros, Têxteis e, em menor grau, Alimentos e Bebidas, todos nessa ordem. Os indicadores evidenciam alta concentração do comércio nordestino com a Venezuela em poucos produtos, principalmente pelo lado das importações. Quanto ao tipo de comércio observado entre o Nordeste e a Venezuela, os resultados obtidos apontam para o comércio essencialmente do tipo intersetorial baseado em vantagens comparativas estáticas, o comércio intra-setor explicado pelas economias de escala e diferenciação de produtos situa-se por volta de 10% nos últimos anos.

Palavras-chave


Comércio Nordeste e Venezuela; Vantagens comparativas; Comércio intra-setor.

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