AGRICULTURA FAMILIAR NA BAHIA: UMA ANÁLISE DOS DADOS DO CENSO AGROPECUÁRIO 2017

Edna Maria da Silva, Lívia Liberato de Matos Reis, Vitor de Athayde Couto

Resumo


Neste artigo analisam-se alguns dados do Censo Agropecuário 2017 do IBGE, referentes à agricultura familiar no Estado da Bahia. Fazem-se comparações com o Brasil e a Região Nordeste. Como apoio, utilizam-se dados qualitativos complementares, inclusive primários. Pretende-se verificar a atual situação da agricultura familiar baiana, destacando-se: um resumo histórico e aspectos da sua estrutura fundiária, pessoal ocupado, número de estabelecimentos, principais lavouras, produção animal, acesso a financiamento e orientação técnica. Em todos esses aspectos observa-se que permanece a desigualdade histórica da agricultura familiar baiana em relação aos valores médios nacionais. Os resultados para Bahia e Nordeste, espaços onde se concentram os agricultores familiares mais precários (Grupo B do PRONAF), são similares. Em contrapartida, diferenciam-se os resultados em relação ao Brasil. A distribuição desigual do acesso a financiamentos apresenta o mesmo comportamento dos indicadores referentes ao valor da produção. Diante desse desafio, propõe-se valorizar mais a política de ATER como meio para atingir o principal objetivo do PRONAF, que é fortalecer a agricultura familiar.

Palavras-chave


Agricultura Familiar; Agricultura Não Familiar; Desigualdades; PRONAF

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