Comércio exterior e dilemas de política pública na economia do Nordeste: um tema persistente na REN

Ana Maria Fontenele, Maria Cristina Pereira de Melo

Resumo


Apresenta uma síntese do movimento do comércio exterior da região Nordeste do Brasil no período 1991 a 2008. Este período é dividido em duas fases: do início da abertura da economia brasileira, nos anos 1990, e a partir do ano 2000. A periodização adotada permite comparação entre duas décadas e a captação da difícil e demorada inserção do Nordeste pósabertura, sua efetivação e seus principais resultados. Os resultados sustentam que a Região, nos anos 2000, ainda continua pouco aberta ao comércio externo e as vendas permanecem concentradas em setores tradicionais na pauta, intensivos em recursos naturais, em energia e de baixo conteúdo tecnológico. Ocorreu mudança quantitativa na pauta exportadora e nas posições relativas entre os setores, consequência do comportamento da demanda de parceiros comerciais como Estados Unidos e China. As exportações dos estados nordestinos revelam simplesmente suas especificidades em recursos naturais e mão-de-obra barata ou foram criadas por via de política pública. Portanto, qualquer estímulo oriundo seja de preço internacional, de demanda ou de incentivo fiscal que venha a alavancar as vendas para o setor externo resulta forçosamente em uma mudança de importância dos setores ou mesmo em uma queda da concentração.

Palavras-chave


Comércio Externo. Brasil. Região Nordeste.

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