Como a corrupção pode influenciar o desmatamento na Floresta Amazônica?

Cassandro Maria da Veiga Mendes, Paulo Amilton Maia Leite Filho

Resumo


As recentes políticas de proteção à floresta amazônica impõem maiores penalizações e mais fiscalizações para indivíduos que cometem desmatamentos ilegais. O presente trabalho investiga os efeitos destas políticas. Uma nova variável é adicionada ao problema: a corrupção. Realiza-se uma análise de como a assimetria de informação entre o governo e o oficial encarregado de fiscalizar pode afetar os níveis de desmatamento. Usando a Teoria da Agência, é simulado um jogo, estático, de informação perfeita/completa entre o proprietário de terra e o oficial. O equilíbrio de Nash resultante é analisado. Os resultados mostram que o atual relacionamento entre o governo e os oficiais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) promove o incentivo ao conluio. Mostram também que a política direcionada à investigação dos proprietários de terra é uma condição necessária, mas não suficiente, para garantir a preservação da floresta amazônica. Além disso, políticas mais duras podem proporcionar, em alguns casos, um aumento do desmatamento ilegal.

Palavras-chave


Conluio. Equilíbrio de Nash. Desmatamento.

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