Voltar Banco do Nordeste apresenta em Recife potencial do Mercado de Capitais para financiar empresas

Banco do Nordeste apresenta em Recife potencial do Mercado de Capitais para financiar empresas
Diretor Antonio Jorge fala que o estoque de recursos de tesouraria do BNB alocados nesses fundos supera R  milhões FOTO João Alberes
Fundos de Investimento Recife (PE), 12/03/2026

O Banco do Nordeste (BNB) e a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Brasil (Apimec Brasil) apresentaram, nesta quinta-feira, 12, no Recife, o potencial do Mercado de Capitais no financiamento de empresas. Segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a captação nos títulos de dívida (debêntures, notas comerciais e notas promissórias) totalizaram R$ 544,8 bilhões em 2025, recursos que podem financiar expansão ou novos negócios.

Para o diretor de Ativos de Terceiros do BNB, Antonio Jorge Pontes Guimarães, esses recursos servem para complementar a oferta de crédito para a região Nordeste.  “Nós temos como principal fonte de recursos o FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) e trabalhamos também com fundos de organismos multilaterais e internacionais. O mercado de capitais tem se mostrado como principal fonte complementar de recursos que o Banco do Nordeste tem interesse em promover porque a região demanda cada vez mais recursos”, afirma. 

Segundo Antonio Jorge, o BNB participa como cotista de fundos de investimentos que aplicam especificamente em setores como infraestrutura e produção rural. Atualmente, o estoque de recursos de tesouraria do BNB alocados nesses fundos supera R$ 800 milhões.

De acordo com Maria Lígia, gerente de Renda Fixa do BNDES, o Brasil vem acompanhando um crescimento nas debêntures incentivadas, que são captações que, necessariamente, precisam ser investidos em setores como infraestrutura. No ano passado, esse tipo de investimento alcançou o volume de R$ 178 bilhões, representando um crescimento de 31,7% em relação ao ano anterior.

O presidente executivo da Apimec Brasil, Ricardo Tadeu Martins, afirma que o Mercado de Capitais reduziu os efeitos negativos da alta taxa de juros que o Brasil vem enfrentando. Segundo ele, juros elevados inibem novos investimentos. “O ano de 2025 pode ter sido um pouco difícil em se tratando de desaceleração da economia. A taxa de 15% ao ano desacelerou, mas foi um movimento até mais light daquilo que poderia estar causando. Então a grande diferença disso está justamente no mercado de capitais, porque é onde você vai buscar recursos e investidores com custos mais baixos”, diz. 

Para Martins, ainda há muito espaço no Brasil para o financiamento de empresas a partir de emissões de dívidas. Sobretudo, ressalta o presidente, entre pequenas empresas com a chegada do Regime Fácil (Facilitação do Acesso a Capital e de Incentivos a Listagens) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instituído pelas Resoluções 231 e 232, que cria condições mais simples e acessíveis para que companhias de menor porte captem recursos no mercado de capitais.

A realização do seminário integra um acordo de cooperação técnica entre as instituições, com o objetivo de ampliar o diálogo, a capacitação e as oportunidades de financiamento para empresas e investidores da região. O primeiro encontro foi realizado em Fortaleza, em agosto do ano passado.

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