Banco do Nordeste destinará R$ 4,3 bilhões do FNE para o Rio Grande do Norte em 2027

O estado do Rio Grande do Norte deverá receber R$ 4,3 bilhões em recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), em 2027. O volume, destinado ao financiamento de atividades produtivas, é 16% maior do que está sendo executado este ano pelo Banco do Nordeste (BNB), administrador e operacionalizador exclusivo do Fundo. A divisão setorial da fonte foi apresentada, nesta terça-feira, 22, no auditório da Superintendência do BNB, em Natal.
Diante de secretários estaduais, representantes das principais entidades empresariais e de classe, do setor rural, órgãos governamentais e lideranças do setor produtivo potiguar, o superintendente do BNB, Jeová Lins, ressaltou a importância do diálogo como forma de otimizar a aplicação dos recursos e atender demandas importantes para a sociedade.
“A participação de entidades representativas e parceiros externos é um pilar estratégico e legal no processo anual de elaboração da Programação do FNE pelo Banco do Nordeste. Essa construção colaborativa garante que os recursos disponíveis sejam aplicados de forma adequada às demandas reais da economia, legitimadas por uma gestão democrática e participativa e o alinhamento às políticas públicas de desenvolvimento regional”, diz.
A superintendente estadual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fabiana Fábregas, fez uma apresentação sobre os “Cenários Econômicos do Rio Grande do Norte” com as estatísticas oficiais do setor produtivo potiguar. “Trouxemos melhorias de momentos anteriores e já agregamos novas informações a partir dos questionamentos que surgiram nos debates. Eu vejo esse momento como o cumprimento da missão do IBGE, que é trazer esses dados focados na sua utilidade. O que, no caso, é traçar um panorama a partir dos dados sociais e econômicos, sobretudo econômicos, para orientar o investimento público. Um investimento que o Banco do Nordeste faz através de subsídios e de taxas diferenciadas”, explica.
No planejamento elaborado pela Superintendência Estadual do Rio Grande do Norte, os R$ 4,3 bilhões estão distribuídos da seguinte forma: infraestrutura (R$ 1,69 bilhão), comércio e serviços (R$ 865 milhões), pecuária (R$ 748 milhões), indústria (R$ 569 milhões), agricultura (R$ 237 milhões), turismo (R$ 175 milhões) e pessoa física (14 milhões).
O gerente de Desenvolvimento Territorial do Banco do Nordeste, Agnelo Peixoto, reforça que, embora o Fundo Constitucional tenha origem em parcelas de impostos federais (IPI e Imposto de Renda), 70% dos recursos vêm de um processo de retroalimentação.
“Na prática, isso significa que a maior parte do dinheiro utilizado hoje para conceder novos empréstimos vem do retorno de financiamentos antigos. O Banco do Nordeste empresta o dinheiro do FNE e esse dinheiro retorna para o caixa à medida que os tomadores de crédito pagam as parcelas. Nós emprestamos novamente para novos projetos e, com os aportes regulares do Tesouro Nacional, o FNE cresce organicamente e fica mais forte para ajudar novos empreendedores”, diz.