BNB financia implantação de modalidade de café com maior valor agregado no Vale do Jequitinhonha

O café Canephora é tradicionalmente cultivado em baixas altitudes. A tecnologia no campo vai permitir que a espécie seja produzida na fazenda Fama, no Vale do Jequitinhonha, a mais de 1.000 metros acima do nível do mar. O responsável pela inovação é a empresa Novo Cruzeiro Agrícola, que buscou R$ 21,7 milhões no Banco do Nordeste para investir em um produto de maior qualidade e valor agregado.
O empreendimento, administrado por Juarez Araújo, vai implantar mais de 160 hectares de café irrigado. Os recursos serão alocados em barragens, tanques com geomembrana, galpão, beneficiamento, rede elétrica, máquinas, equipamentos e irrigação de precisão.
A Novo Cruzeiro é apoiada pelo BNB há mais de 25 anos. “Desse relacionamento nasceram muitos frutos bonitos. A irrigação, a mecanização da colheita e tantos outros projetos que fizeram da Fazenda Fama o que ela é hoje. Como produtor e administrador, saber que posso contar sempre com esse parceiro é incentivador para que muitos outros projetos cresçam e floresçam, porque sei que, muito mais que um banco, eu tenho na agência Capelinha amigos que torcem pelo nosso sucesso”, declarou Juarez.
O superintendente estadual do Banco do Nordeste, Wesley Maciel, ressalta que é papel da instituição garantir recursos para que os empreendedores da sua área de atuação consigam trazer o que há de mais moderno no mercado para as suas propriedades e, assim, aumentar a qualidade e a produtividade das suas lavouras.
A gerente da agência Capelinha, Irení Durães, informa que a produção utiliza tecnologias modernas de irrigação e manejo e tem potencial para gerar grãos diferenciados e de alta qualidade. "Esta operação representa um marco histórico para a agência Capelinha. Trata-se de um projeto inovador que fortalece a cafeicultura regional e demonstra a capacidade do Banco do Nordeste de apoiar empreendimentos estratégicos para o desenvolvimento sustentável do Vale do Jequitinhonha”, afirma.
No primeiro semestre, o Banco do Nordeste financiou R$ 467 milhões para a agricultura de Minas Gerais. A instituição atua no Norte do estado, parte do Noroeste e nos Vales do Jequitinhonha, do Mucuri e do Rio Doce.