Voltar BNB financia implantação de modalidade de café com maior valor agregado no Vale do Jequitinhonha

BNB financia implantação de modalidade de café com maior valor agregado no Vale do Jequitinhonha
Empreendedor trouxe novidade para o Jequitinhonha Fotos arquivo pessoal
Agricultura Familiar Montes Claros (MG), 17/08/2026

O café Canephora é tradicionalmente cultivado em baixas altitudes. A tecnologia no campo vai permitir que a espécie seja produzida na fazenda Fama, no Vale do Jequitinhonha, a mais de 1.000 metros acima do nível do mar. O responsável pela inovação é a empresa Novo Cruzeiro Agrícola, que buscou R$ 21,7 milhões no Banco do Nordeste para investir em um produto de maior qualidade e valor agregado.

O empreendimento, administrado por Juarez Araújo, vai implantar mais de 160 hectares de café irrigado. Os recursos serão alocados em barragens, tanques com geomembrana, galpão, beneficiamento, rede elétrica, máquinas, equipamentos e irrigação de precisão.

A Novo Cruzeiro é apoiada pelo BNB há mais de 25 anos. “Desse relacionamento nasceram muitos frutos bonitos. A irrigação, a mecanização da colheita e tantos outros projetos que fizeram da Fazenda Fama o que ela é hoje. Como produtor e administrador, saber que posso contar sempre com esse parceiro é incentivador para que muitos outros projetos cresçam e floresçam, porque sei que, muito mais que um banco, eu tenho na agência Capelinha amigos que torcem pelo nosso sucesso”, declarou Juarez.

O superintendente estadual do Banco do Nordeste, Wesley Maciel, ressalta que é papel da instituição garantir recursos para que os empreendedores da sua área de atuação consigam trazer o que há de mais moderno no mercado para as suas propriedades e, assim, aumentar a qualidade e a produtividade das suas lavouras.

A gerente da agência Capelinha, Irení Durães, informa que a produção utiliza tecnologias modernas de irrigação e manejo e tem potencial para gerar grãos diferenciados e de alta qualidade. "Esta operação representa um marco histórico para a agência Capelinha. Trata-se de um projeto inovador que fortalece a cafeicultura regional e demonstra a capacidade do Banco do Nordeste de apoiar empreendimentos estratégicos para o desenvolvimento sustentável do Vale do Jequitinhonha”, afirma.

No primeiro semestre, o Banco do Nordeste financiou R$ 467 milhões para a agricultura de Minas Gerais. A instituição atua no Norte do estado, parte do Noroeste e nos Vales do Jequitinhonha, do Mucuri e do Rio Doce.

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