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Voltar Há oportunidades no online?

Sr. Francisco, por volta das 23h, depois de um dia de trabalho e recostado em sua poltrona, após assistir mais uma partida de seu time de futebol, lembra-se de forma abrupta que deverá comprar urgente um livro para sua filha. As lojas naquele horário já estão fechadas e durante o dia seguinte será difícil ele se deslocar até alguma livraria para adquirir a publicação.

Tempos atrás, esse cenário seria preocupante, pois o comércio era puramente físico, onde horário e disponibilidade de estoques determinavam a comercialização de itens, e era insuficiente para atender as variadas necessidades.

Dessa forma, Sr. Francisco lembra-se da primeira tela - a televisão - com o seu famoso marketing de massa, onde produtos e serviços são apresentados em determinados horários e com altos custos.

Tempos depois, da segunda tela, onde o computador pessoal com marketing mais participativo leva aos clientes informações dos negócios de forma mais próxima, permitindo conhecer mais os indivíduos e assim atendê-los melhor.

Então, Sr. Francisco, lembra que atualmente está no tempo da chamada terceira tela, composta por smartphones, tablets e dispositivos móveis. Comprar às 23h não será problema algum!

Nosso personagem aqui citado é o típico cliente que está consumindo tudo, a todo tempo e em qualquer local.  Para satisfazer suas demandas, é fundamental que as empresas o conheçam, prevejam sua jornada de compra e o surpreendam positivamente com um nível de serviço confiável.

Esse indivíduo se caracteriza por pesquisar na internet, antes mesmo de comprar em loja física, se assim optar. Ele pesquisa funcionalidades no Youtube, compara preços em sites de busca, procura informações no Instagram e Facebook, verifica opiniões no Reclame Aqui, além de conversar por meio de grupos no Whatsapp.  Tudo está na palma da mão e de forma ágil.

A partir desse ponto, pode-se levantar dúvidas se haverá o fim das lojas físicas, com a possível substituição pelas lojas virtuais.

Ambas continuarão coexistindo, sendo complementares. Assim como consumidores realizam pesquisas pela internet para comprar na loja física, o movimento inverso também ocorre. Pessoas também se direcionam às lojas físicas para experienciar produtos e serviços, para somente depois, efetuarem suas compras pela internet.

Essa coexistência é pacífica e promissora. Inúmeros microempresários, tem ampla visualização no Instagram, porém, o fluxo na loja física e nas redes sociais em geral são diferentes. Devemos lembrar que ter loja física incorre em custos representativos de aluguel, energia, condomínio, entre outros.

O ponto físico, então se justifica, mesmo com os custos mencionados, devido a ser ponto de referência para coleta de mercadorias pelos seguidores, entregas por frete, negociação com fornecedores e concorrentes, sendo também ponto para divulgação secundária.

Para lojistas de maior porte, a rede física ocupa importante espaço de vendas, sendo referência para transeuntes das localidades onde se encontram, com a exposição online ocupando espaço de decisão de compra.

Nesse contexto, o comércio varejista se fazer presente no meio online é vital para o sucesso empresarial. Vale ressaltar que inúmeras oportunidades são criadas às microempresas e empresas de pequeno porte.

Dentre as oportunidades, podem atuar em plataformas eletrônicas, dentre elas: como fornecedores para sites de varejo online: supermercados, livrarias, lojas de eletroeletrônicos, variedades, entre outros; como gerador de conteúdos, seja de usabilidade de produtos, de informações ligadas ao negócio, etc. enfim, o céu é o limite.

Diante do exposto, fica claro que a presença nas redes sociais ganha oportunidades de relacionamento com consumidores da terceira tela, que não tem horário, nem local e, principalmente, atraem clientes que já interagem com outros concorrentes.

Sua empresa é offline ou online? Quanto a esse novo perfil de consumo, como está posicionado(a)?

Riccardo Sales

Gerente de Negócios